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Resumo rápido e básico de literatura.

domingo, 25 de maio de 2008

Trovadorismo - Os caras eram verdadeiros boêmios, pegavam alaúdes e saíam pelas ruas cantando, achando que a vida era fácil assim. Alguns ficavam de penetras nos castelos e tinham tremendas dores de cotovelo pelas rainhas e princesas, faziam diversas músicas pra elas, porque eles nunca iam pegar elas com aquelas calças de colã e aqueles sapatos que parecem panos. O problema é que os trovadores eram muito metidos, e não queriam das uns pegas nas camponesas, que ficavam P. da cara e faziam canções de... bem... dor de cotovelo porque não tinham eles em seus barracos. Alguns trovadores curtiam mesmo era tirar uma com a cara das pessoas, e faziam músicas para o pessoal dar uma risda às custas dos outros. Principais trovadores: Black Sabbath - Viviam criticando deus e o mundo. Às vezes vinha uma cançãozinha para alguma mulher, e, claro, se vestiam muito mal.

Humanismo - Este movimento foi provavelmente um engano, ou algo feito na última hora:

- E aí, vamos fazer uma escola literária?
- Bah, já é!

Um cara barbudo - naquela época a maioria da gurizada era barbuda - chamado Gil Vicente começou a usar gestos para falar as coisas, às vezes com ajuda de alguém, e acabou trazendo para estas bandas do ocidente o teatro. Nesta época nasceram os antepassados de Fernão Lopes XXIV (ou William Bonner), os primeiros jornalistas, que ficavam apenas observando o que as pessoas faziam para escrever sobre isso. O rei adorou e começou a pedir registros para ficar sabendo de tudo. Hoje em dia chamamos isso de fofoca. Ainda nesse período o pessoal se rebelou e acabou com a opressão de senhor Jesus Cristinho e veio um tal de antropocentrismo. Alice Cooper é o maior Humanista renegado de todos, com seus shows cheios de teatro.

Barroco - A escola barroca foi feita por um gurpo seleto de filhos da put... digo, escritores que tinham em mente apenas um objetivo em relação ao que escreviam:

O público NÃO pode entender.

Eles foram radicais e categóricos, realmente conseguiram criar a coisa mais complicada jamais feita em uma escola literária. Um cara bem chato que provavelmente era virgem, espinhento, corcunda e obeso chamado Gregório de Matos criou a maioria do material conhecido desta escola. Alguns padres acharam o máximo tudo isso e resolveram entrar na onda. Antonio Vieira era tão concentrado em escrever coisas com as normas barrocas que esqueceu de louvar ao senhor e provavelmente está no inferno... que é bem onde deveria estar por escrever aquelas coisas. Pink Floyd é uma banda legítmamente barroca, cheia das complicações, e quando se acha que a música vai acabar, lá vem outro solo de guitarra misturado com xilofone.

Arcadismo - Os caras queriam uma folga de toda aquela complicação barroca de explodir a cabeça e resolveram criar as poesias mais esdrúxulas de todas, que até seu cachorro entenderia:

Hoje comi
ovos no café
da manhã.

Queriam, ir para um lugar conhecido como Arcádia, mas nunca chegaram lá, eram todos mauricinhos e não saberiam se virar no mato como machos. Gostavam de escrever sobre fazer sexo no campo, fumar um no campo, pastar no campo, cuidar da sua lavoura no campo e etc. Adoravam escrever sobre mulheres, divas e musas, porque provavelmente eram tão amados (e amáveis) como Gregório de Matos. Se reuniam em cavernas para fazer orgias e recitar poesias. Foram os primeiros grandes Nerds, até mesmo no quesito de vergonha, usavam pseudônimos para escrever.

O milho, a madrugada e o destino

sexta-feira, 2 de maio de 2008


Era madrugada, apenas mais uma madrugada de sexta feira como todas as outras. Estava fazendo uma das minhas atividades rotineiras: fazer coisa nenhuma à frente do centro de entreterimento (vulgo computador). A madrugada fluía ao som de Led Zeppelin em um clima de outono: nem frio nem quente, o que sempre me deixa na dúvida de que roupa vestir, ao ponto de acabar agasalhado com ventilador ligado.

Eu havia jantado há um bom tempo, mas havia jantado pouco. Isso contribuiu para que a fome viesse com tudo na madrugada. Me levantei da cadeira para ir até a cozinha. Mal sabia que a partir daquele momento meu destino havia sido selado... por Murphy:

Abri todos os armários e despensas. Não havia nada comestível além de uma massa de quatro ou cinco dias. "Massa? Bleergh!" foi meu pensamento no momento. Havia uma última esperança: uma lata de milho em conserva. Meu coraçãozinho enxeu-se de alegria e felicidade, eu ia - parcialmente - matar a minha fome e voltar a fazer coisa nenhuma na frente do centro de entreterimento. Olhei para o lado e vi pendurado na parede o instrumento do meu sofrimento, vulgo ABRIDOR DE LATAS.

Nasci uma criança que era chamada de sinistra, agora conhecida como canhota, e já havia lido sobre casos em que pessoas tiveram sérios problemas para abrir latas pelo fato de serem canhotas. Não liguei, achei bobagem e fui em frente. Peguei o abridor e tentei fazer aquilo que via os adultos fazeremcom facilidade quando era mais novo. Falhei miseravelmente. Será que meu destino envolvia a massa velha? Não podia ser, não podia acreditar.

Voltei para o computador ainda com o estômago roncando. Tentei me ocupar, fazer alguma coisa, conversar com amigos, ouvir músicas, mas nada parecia adiantar, meu estômago sonhava com aquela lata de milho. Depois de algum tempo tentando iludir a mim mesmo que não precisava da tão sonhada lata, voltei para cozinha, mas desta vez com uma determinação divina. Pedi às entidades superiores de todas as formas:

Suplicante: Olha, por favor, me ajude a abrir esta lata.
Brabo: Se tu não me ajudar, não rezo mais a oração do anjinho da guarda!
Usando psicologia inversa: Eu sei que tu não vai me ajudar, eu duvidava mesmo.
Carismático: Olha, eu sei que tu precisa de mais um fiél, e eu preciso dessa lata de milho. Vamos dar um jeito?

Mas nada adiantava. Resolvi que a habilidade não era o necessário, apostei na força. Posicionei o instrumento de tortura (ou abridor, se preferir) bem no meio da lata, e dei um soco onde depositei todas as minhas esperanças. Não acreditei que consegui ao menos furá-la! Já era um enorme avanço. A partir daí peguei uma faca e fui moldando um corte muito mal feito, que mal foi suficiente para tirar o suco do milho. Passei uma meira hora tentando abrir a lata. Encorporei todos os brutamontes em corpo e alma para abrir aquilo: Hulk, Venom, Frankenstein, Rei Arthur e Bafo-de-Onça.

Consegui! Meus olhos brilharam, dessa vez com alegria plena. Eu ia comer o maldito milho e ia matar minha fome. Despejei o milho, que saiu com dificuldade, em um copo, e "mandei brasa".

Acabei morrendo de fome. Tive que pegar dinheiro e sair na madrugada à uma lojinha de conveniência para comprar um pacote de biscoito Trakinas. Ao menos a fome era um problema que não incomodava mais...

Por trás de baby Jane.

segunda-feira, 28 de abril de 2008


Bette e Joan juntas no set de gravação. Estavam finalmente gravando um filme juntas. As arquirivais, quem diria. Todos sabiam da admiração de Joan por Bette, e do ódio de Bette por Joan. Estavam sentadas, aproveitando o "break" entre as gravaçães.

- Vamos meninas, está na hora - Diz o diretor, interrompendo o silêncio.
- O quê?! - Pergunta Bette, histérica - Eu mal pude terminar o meu cigarro! E onde está meu Martini? Produção!
- Vamos, minha amiga, aposto que termos uma cena excitante para fazer - Diz Joan, com um sorriso idiota na cara.
- Qual é a cena agora, diretor?
- A que você encontra Joan no telfone e a chuta.
- Ô maravilha! Cabeças vão rolar!
- Escute Bette...
- Que foi, guria?
- Sobre esta cena.
- Sim, eu sei, eu vou me divertir um monte chutando a sua cabeça.
- Nós somos duas mulheres já, acho que podemos manter um certo profissionalismo, sabe?
- é, é, vamos logo, hora de chutar cabeças!
- Você não parece ter me entendido.
- Entendi sim. Escuta, mas escuta com o coraçãozinho, tá bom?
- Ok, diga.
- Eu fui profissional para atuar com você, primeiramente. Você não acha que eu poderia me divertir um pouco?
- Mas você não se diverte com nossas conversas durante os intervalos?
- Claro, é a mesma emoção de jogar xadrez... comigo mesma.
- Mas eu pensei que fôssemos amigas. Você não está com invja de mim, está?

Bette dá uma risada com vontade, bem alta:

- Inveja? Por que eu teria inveja de você?
- Você sabe quem eu peguei.
- A Marilyn Monroe? Grande coisa, amiga. Eu prefiro homens, sabe? Nada contra você. Droga, finalmente chegaram com meu martini.
- Então por que você tem este ódio por mim? - Diz Joan enquanto Bette toma seu Martini.
- Ahh, very very dry.
- Bette?
- Ah, sim. Estava concentrada em tomar meu Martini e observar aquela planta fazer fotossíntese. Sabe como é, tudo aqui está tão interessante.
- Até eu?
- Não sonhe.
- Não consigo entender você.
- Eu não gostaria que você me entendesse.
- Tudo bem...
- Então, vamos chutar cabeças?
- Se você não me machucar.
- Ora bolas, o pior que pode acontecer é você ir para o hospital com traumatismo craniano ou algo assim.
- Ai, está bem.
- Como você é fresca.

Esta história acaba com o hospital local e um sapato de Bette Davis destruído por Bette Davis... e a cabeça de Joan Crawford.

Sangue-Sugas e Pin Ups

domingo, 16 de março de 2008


Descobri duas coisas interessantes. Uma foi de imediato, e a outra foi por reflexão num momento em que eu comia dois pastéis folhados que eram pra ser de frango, mas a garçonete trouxe de queijo. Não se pode ganhar todas...

Uma é que me foi apresentado um novo espírito que traz coisas legais, como Murphy. O nome dele é Bette Davis e serve pra trazer maldade pro meu coraçãozinho nada cristão, me ajudando a elaborar as melhores indiretas para os trouxas nos meus dias em que eu desejo a morte da humanidade até as nove da manhã. É supimpa.

Agora, vamos ao assunto principal do post: Criançada, descobri um tipo de gente tão odiável quanto os Cultura-Maníacos e Cults. Sim, acreditem, eles existem, e estão em grande escala no nosso dia-a-dia. Provavelmente cada um de nós, pessoas (nem tanto) resolvidas na vida temos um desses merdas para enxer o nosso saco. Estou falando dos Sem talento enrustidos. Aqueles seres desprezíveis, que só por não serem bons em absolutamente nada que preste, se focam em prestar atenção aos nossos erros.

Para alguns até que é algo significativo, pois é quase como um puxa-saco te dizendo coisas como:

- Teu cabelo da desarrumado.
- Tu tá sujo aqui.

Eles são nossos espelhos involuntários. Claro, isso enxe o saco em um momento, e esse momento normalmente é algo entre um e cinco minutos depois de dar oi para a pessoa. O problema é quando eles viram sangue-sugas de personalidade. Esses atingiram o último nível da coisa. Só servem para de incomodar e tentar te humilhar na frente dos outros.

- Bah, não acredito que tu errou isso.
- Nossa, tu tem uma espinha enorme.
- Ei, pessoal, vocês já viram a espinha enorme do fulano? (leia-se: fulano é tu)

Vocês, pessoas que sabem o que querem da vida, têm ao menos um objetivo, devem sofrer deste infortúnio. Eu, por exemplo, sofro.

Conheço um piá que até poderia ser uma pessoa gente fina e tudo o mais. Na quinta série nos dávamos super bem... na quinta série.

(Liguei o modo egocentrismo).

O problema é que eu resolvi fazer algo da minha vida e ele não. Atualmente, ele adora ressaltar como eu tenho espinhas, vive enxendo o meu saco com as malditas espinhas. Eu tenho 15 anos, porra. Estranho seria se eu NÃO tivesse as malditas espinhas. A única diferença é que eu já esfreguei minhas bochechas "espinhudas" em virílias femininas, e o sangue-suga não... que pena.

A parte mais divertida vai ser o que Bette Davis vai mandar eu dizer pra ele da próxima vez que ele me enxer o saco...

PS: Eu encontrei o Smeagol (ou Gollum, ou bicho escroto do senhor dos anéis) na rua, mas explico no próximo post.

Críticos Musicais

sábado, 15 de dezembro de 2007

Meus, caros, convenhamos, há opções de empregos de sobra nos dias de hoje. Desde Administração de empresas a Formação de escritores e agentes literários, é emprego pra dedéu. Existem muitos empregos que são considerados "inúteis" pela massa popular, como jornalismo por exemplo. Todo mundo diz:

Com certeza jornalismo é um emprego inútil que não precisa de faculdade. Qualquer um sai por aí escrevendo. Além do mais, o que se aprende na faculdade sobre sair por aí escrevendo artigos em uma revista ou em um jornal, se o teu chefe te manda escrever assim, assim e assado?

Sim, infelizmente, meus amigos, há pessoas que também não conhecem coisas como senso crítico. Como diz, o Lucas: Não se pode ganhar todas. Não mesmo. E é bem impressionante como grande parte dessas pessoas que reclama de jornalismo, não nota que existe um emprego, que deveria estar na escória suprema de toda a "pirâmede" dos empregos. Um emprego de pessoas que não têm o menor escrúpulo, nem a menor vergonha de estufar o peito e gritar pro mundo todo que exerce aquela profissão, porque como os políticos do Brasil, eles são exaltados e temidos por falarem porcaria nenhuma. Estou falando dos nada maravilhosos críticos musicais.

Eu gosto de Black Sabbath. Eu não preciso de um boçal para me dizer que o Black Sabbath tem um estilo irreverente que traz um novo patamar de peso à atualidade (atualidade = 1970, para ficar bem claro), uma vez que eu simplesmente goste do maldito som da banda. Esses caras não fazem nada além de dizer o que é "ouvível" ou não... para eles. As guitarras de tal banda são desarmônicas. O vocal do fulano é esganiçado demais. Críticos de música não informam, não atualizam as pessoas sobre as novidades músicas, eles simplesmente são os Ronaldo Éspers da música, alfinetando tudo e todos por detalhes que qualquer pessoa capacitada seria capaz de abstrair, mal reparar.

Pode ser presunção, mas eu, na minha nada brilhante opinião, acho que tem muito artista, muita banda por aí (especialmente as que têm mulheres), que fazem "favores" para esse animais, de modo que sua banda não fique mal falada por eles, embora eles sejam pessoas traiçoeras e sem coração, que nem estilistas. Friamente profissionais, ou frias por natureza mesmo.

É esse tipo de gente que nos faz pensar que o mundo é um lugar cada vez pior com esse tipo de gente. E para você, que pensa que há muitos empregos "toscos" pelo mundo afora, pare, pense e analize os críticos de música.

Sabe, eu estava pensando em uma forma de soltar os sentimentos para fora através de táticas estranhas, mas isso é outra coisa...

Psicologia e tudo mais

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

freud1Sabe, desde o início deste ano venho tendo aulas de Psicologia, e, sinceramente, sendo uma pessoa ignorante nesta área como sou, descubro, no final das contas, que não aprendi muito mais de que "Sócrates foi REALMENTE o carinha do veneno". Acho que a psicologia sempre foi algo terrível para mim. Sempre me diziam para fazer uma auto-análise de mim mesmo, e eu nunca descobria boas coisas, no final. Atualmente, faço uma auto-análise e descubro não mais do que um cara não muito certo com problemas para esquecer uma guria. Por isso a psicologia sempre foi um terror pra mim.

Mesmo que eu seja um ignorante por opção completo nesta matéria, admito um certo respeito pela mesma, desde que não seja uma matéria para ser lecionada na escola. Acho completamente inútil isso, pois no 1º ano do Ensino Médio temos muito mais coisas para nos preocuparmos do que o nosso Ego ou o nosso Id (ou o Ota, ha ha). Os períodos de psicologia servem para.

1 - Estudar para as provas das matérias que pesam no boletim
2 - Dormir
3 - Jogar Can-Can ou Uno ou Poker
4 - Ler revistas do teu colega viciado em games
5 - Olhar para o nada esperando que algo aconteça

Acho até engraçada a forma com que a psicologia é trazida aos jovens. Na forma de uma folha impressa com um texto escrito com "linguagem jovem" contando os ideais de Sócrates e seus sucessores. A pior parte é que os professores não precisam pagar o xerox, mas os alunos sim. Voltando ao ponto: os alunos nunca vão aprender, porque não querem, porque não é necessário e porque isso DEFINITIVAMENTE não vai levá-los à faculdade. Não digo que deve ser CORTADA do currículo a matéria, mas sim que deve ser introduzida de uma maneira mais sútil, ou quem sabe, esperar os alunos amadurecerem um pouco para aprenderem isso.

O que pode ser pior do que aprender psicologia mesmo quando saber que ela é inútil?

Pergunta simples: Pseudo-Psicólogos/entendidos de psicologia. Não me refiro àquelas pessoas que tentam te ajudar com os problemas, mas sim aqueles boçais sem mente que apelam para as razões psicológicas quando brigam com alguém ou estão passando por alguma dificuldade, para não ter que encará-la com a cara. Conheço um desses boçais que adoram dizer (acreditem, ele já me disse isso, e foi mais de uma vez!)

- Divirta-se com os teus amigos e os teus Egos, Thiago

Fora esta:

- Não exite blogsfera, existe egos.

Além de um terrível erro de concordância no segundo verbo "Existir", o cara exibe todo o seu conhecimento sobre blogs e a "atmosfera" pela qual os blogs circulam, provando que, no final das contas, ele não entende de PORRA NENHUMA e quis pagar de Entendido da coisa. Não é só porque eu pego livros com os estudos do Freud numa biblioteca escolar que vou me tornar uma pessoa melhor. Esses pseudo-psicólogos me fazem rir tanto. Acho que não sou eu quem devia pedir desculpa aos psicólogos por não entender "lhufas" de psicologia para postar algo sobre isso, mas sim eles, por estarem sujando a imagem de uma coisa séria.

Isso deixa duas opções para vocês, super entendidos de psicologia. Cresçam e façam algo decente, como estudar psicologia para valer, ou corram para o banheiro, peguem sua prestobarba Excell com 3 lâminas para um barbear mais rente, passem nos pulsos e tirem uma foto. Mas antes escrevam uma longa carta apelando FORTEMENTE para motivos psicológicos, explicando que ver o seu poodle mastigando aquele brinquedinho de pelúcia que tu gostava tanto ter sido uma terrível experiência que acarretou um trauma que talvez jamais seria esquecido. 

E para o próximo post: Os Pseudo-Críticos de música!

O apocalípse?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

CH17_F1

A correria do mundo está correndo tanto que está tropeçando em problemas escrotos que não deveria ter. As pessoas estão com tanta pressa e ansiedade de absolutamente porra nenhuma que estão se esquecendo de coisas básicas, como interação, amizade, fidelidade e até mesmo realidade. Estão todos com um sorri so enfiado nas suas caras medíocres caminhando para um fim de mundo que só está piorando. Como diz um antigo texto escrito por mim mesmo no meu antigo blog:

A humanidade já era. Se fosse tão simples conviver com os outros, todo mundo estaria de bem com todo mundo, não haveria guerra nem desilusão amorosa. Que droga essa vida moderna. Quem sabe se todos notassem o quão degenerado e idiota o mundo tá agora, dariam as mãos e ao menos caminhassem pro fim juntos ao invés de esperar ele vir ainda em guerra e em corações arrasados...

E essa talvez é a verdade mais inevitável que as pessoas estão se fazendo de cegas porque ou estão com medo ou estão com pressa demais para darem um "pause" nas suas vidas e olharem ao menos para as notícias. Isso não é um texto "o mundo vai ficar bem se todos se ajudassem", isso é um texto "já era. Fodeu...". Não existe pensamento positivo que vai evitar a humanidade de morrer de uma forma dolorosa e inevitável, como se fosse uma sina.

Se a humanidade tivesse realmente dado certo e tivesse sido uma boa idéia de um bom Deus que está lá encima orando por nós, não teríamos nascido com uma maldição. Na verdade, no momento em que o espermatozóide entra no óvulo, o ser humano que vai sair dali já está condenado a morrer. Podem achar que sou um louco apocalíptico, mas talvez eu só esteja dizendo a verdade da forma mais real possível.

O mundo começou a acabar no momento em que o primeiro pensamento concreto e lógico entrou na mente fedorenta do primeiro ser humano fedorento. Desde então, o mundo evoluiu tecnológicamente, e grandes nações vieram a crescer. Em contrapartida, juntamente com estas evoluções, vieram as guerras. Guerras geradas por qualquer coisa. Desde o nosso super-poderoso e bondoso (nem tão bondoso assim) Deus, até questões de território e dinheiro.

Chegará (se já não chegou) um ponto em que a humanidade vai começar a regredir, no dobrio, triplo, quádruplo da velocidade que evoluiu, e aí tudo vai se acabar, e talvez, com sorte, a humanidade cresça denovo, ou qualquer outra raça suficientemente incapaz para "re-destruir" o mundo.

Não era pro mundo ser bonitinho, como todo mundo via, vê, leu, lia, lê, ou seja lá como foi que descobriu que era para o mundo ser bonitinho. E, de fato, não está sendo bonitinho agora. É só olharem para o outro lado da moeda...

Ah, estava com uma sede por um texto apocalíptico...

Disciplina e Tradição: Vale a pena?

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

"- Lembra anitigamente, quando a gente começava um verso do Vinícius para uma menininha? O que acontecia?
- Ela terminava"

"-Esta é a primeira geração brasileira em muitos anos a passar pela puberdade sem ler Vinícius de Moraes. [...]"

Luís Fernando Veríssimo - Tesouro

Agora, meu bom leitor, eu te pergunto: Por que as menininhas liam Vinícius? Porque elas gostavam? Algumas. Porque eram obrigadas? Talvez, algumas também. Porque era tradição? Sim, absolutamente sim. Todas elas liam Vinícius porque era uma tradição. Algumas até não gostavam do maldito Vinícius, mas toda menininha que aspirava a um bom futuro TINHA que ler Vinícius. E elas nem sabiam o porquê.

Elas liam, basicamente, porque eram obrigadas e porque todas simplesmente liam por ler. Isso era tradição, e a obrigação de ler era a disciplina. Hoje em dia se o teu pai diz: "Guria, vai ler Vinícius!", é bem provável que tu digas "Que velho louco!" ou "Ah, pai, não enxe". Isso nos faz concluir que a disciplina e a tradição são uma faca de dois gumes.

Mas tem como isso ser bom? Lógico! Coloca um pouco de cultura na cabeça das pessoas, não só das gurias (mas cuidado para não ficar que nem esses caras aqui!). Porque depois do sexo, um papinho culto é o que há, meu bem, senão fica aquela coisa mecânica demais, que já tem até manual de instruções passo à passo de como fazer:

Tire a roupa
Insira a camisinha (compre a versão Premium para um tutorial de como inserir a camisinha)
Insira o seu Pênis na cavidade vaginal
Ejacule

Mas, no final das contas, tem como isso ser ruim, já que coloca cultura na cabeça da molecada? Lógico! Na época da disciplina e tradição não era tudo um mar de rosas como parece. Sexo só depois do casamento, que era marcado pelos pais. Ou seja, você sai perdendo por duas causas. A primeira é que você vai se casar com um estranho. A segunda é que não tem um manual de sexo, porque aquilo só era feito uma ou duas vezes na vida, senão você era chamada de safada.

- Prazer, você é minha noiva?
- Sim, prazer.
- Então, abre logo esse cinto de castidade que quero ir na latrina!

Mas nem tudo é perfeito. Seria bom se houvesse um meio termo nessa história toda. A guria não vira uma daquelas pessoas que pergunta se Freud é de comer, mas também não vira uma "recitadora" ambulante de Vinícius de Moraes.

O problema é que só na base da disciplina e da tradição para funcionar, porque hoje em dia quase ninguém toma a iniciativa para pegar um livro, ou para fazer um simples passeio em algum lugar cultural, e isso não falta aqui em Porto Alegre. Claro, sempre existe uma Itatingapeitava da vida que não tem nenhum centro cultural, mas se tu és de uma Itatingapeitava da vida, e tá lendo o meu blog, entra em algum site decente e para de ficar lendo essas porcarias!

Claro, algumas pessoas se salvam da obitusidade completa. Algumas gurias de hoje em dia, sim! E que essas venham a mim!!

Mais juventude...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007


Estava lendo o diga o que quiser, e logo quando abri o site, bati o olho no título "Esta geração utópica". Fiquei, digamos, indignado, por descordar fortemente de uma afirmação assim. Como eu já reclamei da nova geração em algum tópico aí, sobre a preguiça da juventude atual, achei que toda a minha carga de "resmunguisse" fora sido descarregada. Mas não, amiguinhos! Ainda tem mais munição aqui!

O mundo está numa regressão de cultura, inteligência e sonhos. Cada vez mais as pessoas estão burras e sem uma única utopia. Ok, utopias não são as melhores coisas do mundo, mas quando éramos crianças, crescemos apoiados nas utopias, acreditando nelas e blábláblá (sem textos bonitinhos e figurativos aqui.). A questão é: onde foram parar essas utopias? Elas sumiram assim tão de repente.

A nova geração é tão alienada, que até parece que se focou demais na realidade. Isso pode soar bom, "crianças sem a cabeça nas nuvens". Mas o sentimento muda completamente quando nós damos uma bela olhada nos jovens de hoje em dia. Os que não estão na realidade demais nem sabem o que é realidade. Aquele antigo equilíbrio entre a realidade e a imaginação já era. O mundo está rápido demais para pensarmos em coisas como essas.

E tem outra, Os jovens de hoje em dia são tão mimadinhos, que nem precisam sonhar. Ao invés disso, eles pedem. Hoje não se sonha mais em ter um videogame de última geração, se pede um videogame de útlima geração, e normalmente se ganha um videogame de última geração, assim, fácil, fácil.

O mundo devia acabar em 2000, segundo Nostradamus. Ele quase acertou. o que está acabando é a ética, a moral e os sonhos...

Até a opinião Política.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


Impressionante né? Agora em tudo que é lugar tem um cara que acha que Guevara foi um gênio e que o comunismo é um barato, super tri, com igualdade social e blábláblá.

Isso é até aceitável, ninguém se impressiona quando é um velho falando, ou uma pessoa que já teve algum contato com outros regimes políticos que não sejam o capitalismo, mas é simplesmente inaceitável ouvir isso de piás de 14, 15 anos.

Eu sou pelo socialismo, viva Guevara!

Pior. Existem até pessoas de 40 falando do socialismo e acusando caras como o FHC. Tá, o Cardoso não foi a maior das soluções brasileiras, mas graças à ele tu não tá pagando R$: 10,99 num Chica Bom.

Isso aconteceu comigo. Um cara de 40 anos vir me chamar de louco por ter dito que o FHC foi uma solução considerávelmente boa. Me crucifique se quiser, mas estamos num país livre, tenho o direito de me expressar e de morrer de fome (Leia-se: virar artista plástico).

Não sou interessado em política, mas fui além do meu Livro de história da 8ª série quando o assunto foi socialismo/comunismo. O que quer dizer que se vier um piá desses, com um Freeday no pé e uma bermuda da Bilabong querendo pagar de inteligente praquela She-nerd super gostosa da turma, me dizendo que o Comunismo era "Rox" e o capitalismo é "Sux", eu mando longe, sou bem curto e grosso mesmo, dispenso qualquer aula grátis para o indivíduo.

Pior do que isso, são os pseudo-punks anarquistas do diabo a quatro. Alguém me diz o que exatamente é aquilo? Não falo daqueles da "cabeça de ovo", mas daqueles que se acham uns Kurt Cobain's da vida com suas camisetas do Nirvana e seus all stars podres. Esses dias vi uma guria, daquelas que vão pro Arco da redenção no domingo, pra passar a tarde com os Emos me dizendo que queria a ditadura de volta. A idade dela? 14 anos...

Ah, o post ficou pequeno, mas foi só pra mandar um recado de indignação com a super e já conhecida Geração Saúde com seus cérebros não tão saudáveis


Cultura-maníacos

sábado, 13 de outubro de 2007

Estou começando a concretizar uma teoria sobre a existência do ser humano e seu obetivo na terra. Seres humanos só estão aqui para dizer:

O que diabos está acontecendo com o mundo?!

E é exatamente isso que eu me pergunto todos os dias, porque sempre acabo descobrindo novos "tipos" de seres humanos, sempre muito peculiares... bem únicos... e bem chatos também.

Um dos tipos mais clássicos (e mais chatos também) são os Cultura-maníacos.

Trata-se de caras muito chatos que só ligam para o lado cultural de qualquer coisa que vêem. São seres únicos porque raramente têm prazeres normais que qualquer ser humano teria.

Uma pequena comparação:

Prazeres humanos

-Beber
-Transar
-Comer
-Dormir

E coisas carnais do gênero.

Prazeres dos maníacos por cultura

-Manda e-mails criticando a mídia
-Assistir Filmes de Kubrick com chá
-Ler qualquer coisa que não seja fictícia
-Assistir qualquer canal da televisão que apresente uma alta carga cultural.

Isso mesmo, eles não conseguem nem assistir aquelas séries sem graça da Fox (que na verdade são engraçadas), porque eles não vêem graça nenhuma naquilo. Pra eles não existe graça, só carga cultural. É como não ver a beleza das coisas, mas só ver o que elas tem a te ensinar. Em outras palavras: é ridículo.

Claro que tu pode ler livros. Claro que tu pode ler Freud, Kafka e Nietzsche, isso pode até ser normal, mas ler isso é ridículo, não é aproveitar a vida.

Uma raça bem semelhante aos cultura-maníacos, mas que tem importantíssimas diferenças são os Cools.

São basicamente idênticos aos seus primos, mas estes não entendem nada, mas sempre assistem, lêem, fazem os escambau, só para dizerem que são super legais porque são lotados de cultura. Não é uma atitude muito correta, mas se tu quer ser um daqueles caras estranhos que anda de all star branco, com uma magreza que lembra um Aidético e quer estar cheio de amigos que nem tu no Arco da Redenção aos domingos, a coisa foi feita pra ti cara!

Existem vários tutoriais na internet de como evitar a "coolzice" involuntária, por isso eu não vou escrever um aqui.

Não estou dizendo que tu tem que ser um burro estúpudo que nunca pegou num livro e que pergunta se Freud é de comer, mas to dizendo que tu tem que aproveitar a vida, e não te enfornar no teu quarto e ler pilhas e mais pilhas de livro, que é o que as escolas parecem querer que tu faça hoje em dia. Não deixe que os estudos atrapalhem a tua vida, mas não deixe que a tua vida atrapalhe teus estudos. Saiba equilibrar e conviver com isso, e viva a tua vida bem, que eu to vivendo a minha.

E o mais crucial: Só seja inteligente o quanto precisa ser, não vire um poço de conhecimento e cultura, isso enxe o saco e é autismo. Boa sorte e boa noite.

A Juventude é Preguiçosa!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Preguiça é a inatividade de uma pessoa, aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico. - Wikipédia

Exatamente!

Nos últimos 190 séculos a juventude era completamente energética, completamente trabalhadora e sempre pronta para mais uma. Mas a nova juventude não faz nada além de ficar o dia inteiro com suas bundas no computador, fazendo coisas inúteis, como ficar no MSN e Orkut, dar ctrl c + ctrl v nos seus trabalhos e ler blogs.

O mais irônico da coisa, é que nós somos a Geração Saúde. Tá, tudo bem, há lugares em que tu vê a geração saúde fazendo juz ao apelido, na Malhação por exemplo. Ainda mais irônico é que muitas pessoas ficam exercendo o sedentarionato em fente à televisão, vendo os atores que fingem ser saudáveis com seus super corpos de academia.


E a preguiça vai além dos esportes e da vontade de ter um corpo escultural. A questão é que até quando a tua vó, mãe, ou qualquer outra pessoa te diz:

Fulano, vai comprar pão.

Tu fica na maior vontade de não ir. De ficar no MSN, ou fazendo qualquer outra coisa. Só aquele pensamento de que tu vai ter de caminhas pacas pra chegar lá, pedir uns pãezinhos e encarar uma fila terrível no caixa (segundo a Lei de Murphy, tu sempre vai comprar pão na hora que as filas estiverem lotadas, e por coincidência, o teu caixa é sempre o mais lerdo, porque deu problema ou tem uma novata trabalhando nele).

Sim, sim. É a dolorosa verdade, eu sei, eu sou praticante, nada posso fazer.

Mas a preguiça também tem seus lados ruins, seus vários lados ruins, e para exemplificar isso, usarei algo que ocorreu comigo hoje:

Hoje tive aula de Educação Física, e o jogo escolhido foi basquete. Fizemos os aquecimentos, que só não cansam porque têm pausas entre uma rodada e outra de exercícios, que só duram uns 3 ou 4 minutos. O grande problema veio quando começamos a jogar. Eram três times, e jogos de 15 minutos. Meu time começou jogando, jogamos dois jogos seguidos, e no meu time tinha um dos muito raros caras da geração saúde. No fim do primeiro jogo eu estava morto, e ele estava, como os nossos pais, pronto para mais uma.

Mas, qual o problema? Escritores não têm que correr. Não que a moral da vida seja viver preguiçosamente e ter um Pânceps. Até porque não é todo dia que a gente conhece uma pessoa que ache o cultivo de pânceps algo afrodisíaco. Se tu quiser ser jogador de futebol, teu corpor é o teu instrumento de trabalho, então trabalhe duro nele, que eu estarei comendo chocolate e pensando no teu próximo jogo.

Quem sabe um dia haja tratamento para o mais delicioso dos pecados capitais. Agora me deixe descansar...